Na Capital Secreta

Na Capital Secreta

Na semana passada aconteceu um fato relevante na Secretaria Estadual de Cultura. Firmou-se um termo de comodato com a Prefeitura de Cachoeiro para cessão de bens que foram da residência da família Braga por mais de cinco décadas. Aquela simpática casa em estilo de chalé, que depois abrigou uma animada biblioteca pública por muitos anos, era uma referência básica para mamãe. No fim da vida, ela costumava dizer que queria mesmo era voltar pra lá. Imagino que ficaria feliz ao saber que a mobília original da sala de jantar e do quarto de vovó Neném, trazida para Vitória, voltará ao seu lugar de origem, junto com objetos, pinturas, cartas e fotos de época, que guardou cuidadosamente.

A casa está inteiramente restaurada e adaptada para funcionar como espaço de convivência e visitação dedicado à Cachoeiro da primeira metade do século passado, quando a cidade fervilhava e ficou famosa. Muita coisa expressiva aconteceu por lá na educação, na cultura, na saúde pública, na infraestrutura urbana, na indústria e na política. A família do meu avô Chico Braga era uma das que movimentavam a vida da cidade. Ele foi primeiro prefeito, tabelião e um dos fundadores do Centro Operário e de Proteção Mútua. Dos tios, sei que Armando tinha um banco, Jerônymo um jornal, Newton, poeta de primeira, tinha agência de propaganda e programa de rádio, Carmosina foi a primeira mulher motorista e Rubem, que saiu cedo de lá, escreveu milhares de crônicas.

Também deve ser celebrado o que andaram fazendo as famílias Moreira, Gonçalves, Monteiro, Gomes, Baptista, Vivacqua, Rocha, Imperial, Freitas, Coelho, Lima, Casotti, Penedo, Marcondes, Secchin, Machado, Andrade, Silvan, Medeiros, Borelli, Mesquita, Silva, Mendes, Baião, Bermudes, Vianna, Mello, Valadão, Madureira, Vieira, Resende, Garambone, Athayde, Sampaio, Amorim, Franklin, Abreu, Leão, Moisés, Herkenhoff e muitas mais. Que a Casa dos Braga divulgue fatos e pessoas que ajudaram a transformar Cachoeiro em Capital Secreta quando Vitória, dizem, ainda era província,,,

Vitória, 03 de maio de 2017

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA

Casa dos Braga

Na semana passada aconteceu um fato relevante pra muita gente por aqui. Firmou-se um termo de comodato com a Prefeitura de Cachoeiro, testemunhado pela Secretaria Estadual de Cultura, para cessão de bens que pertenceram a casa onde a família Braga viveu por mais de mais de cinco décadas. Aquela simpática casa em estilo de chalé, que abrigou a Biblioteca Municipal por muitos anos, era uma referência definitiva para mamãe. No fim da vida, ela costumava dizer que queria mesmo era voltar pra lá. Imagino que teria ficado feliz ao saber que a mobília original da sala de jantar e do quarto de vovó Neném, que estavam no seu apartamento em Vitória, voltarão ao seu lugar de origem, junto com objetos, pinturas, cartas e fotos de época, que guardou cuidadosamente.

A casa está inteiramente restaurada e adaptada para se transformar em um centro de informações sobre Cachoeiro na primeira metade do Século XX, quando a cidade fervilhava e ficou famosa. A família do meu avô Chico Braga era uma das que movimentavam a vida da cidade. Ele foi primeiro prefeito, tabelião e um dos fundadores do Centro Operário e de Proteção Mútua. Tio Armando tinha um banco, tio Jerônymo um jornal, tio Newton, poeta de primeira, tinha agência de propaganda e programa de rádio, tia Carmosina foi a primeira mulher motorista e tio Rubem escreveu milhares de crônicas.

Muita coisa expressiva aconteceu por lá na educação, nas artes, na saúde pública, na infraestrutura urbana, na indústria e na política. Vale a pena lembrar o que fizeram as famílias Moreira, Gonçalves, Monteiro, Gomes, Baptista, Vivacqua, Rocha, Imperial, Freitas, Coelho, Lima, Casotti, Penedo, Marcondes, Secchin, Machado, Andrade, Silvan, Medeiros, Borelli, Mesquita, Silva, Mendes, Baião, Bermudes, Vianna, Mello, Valadão, Madureira, Vieira, Resende, Garambone, Athayde, Sampaio, Amorim, Franklin, Abreu, Moisés, Leão, Herkenhoff e muitas mais. A ideia é que a Casa dos Braga divulgue acontecimentos e pessoas que contribuíram para consolidar Cachoeiro como Capital Secreta.

Muita coisa expressiva aconteceu por lá na educação, nas artes, na saúde pública, na infraestrutura urbana, na indústria e na política. Vale a pena lembrar o que fizeram as famílias Moreira, Gonçalves, Monteiro, Gomes, Baptista, Vivacqua, Rocha, Imperial, Freitas, Coelho, Lima, Casotti, Penedo, Marcondes, Secchin, Machado, Andrade, Silvan, Medeiros, Borelli, Mesquita, Silva, Mendes, Baião, Bermudes, Vianna, Mello, Valadão, Madureira, Vieira, Resende, Garambone, Athayde, Sampaio, Amorim, Franklin, Abreu, Moisés, Leão, Herkenhoff e muitas mais. Seria muito bom se a Casa dos Braga divulgasse acontecimentos e pessoas que contribuíram para consolidar Cachoeiro como Capital Secreta.

Vitória, 03 de maio de 2017

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA

Casa dos Braga

Na semana passada aconteceu um fato relevante pra muita gente por aqui. Firmou-se um termo de comodato com a Prefeitura de Cachoeiro, testemunhado pela Secretaria Estadual de Cultura, para cessão de bens que pertenceram a casa onde viveu por cinco décadas a família Braga. Desapropriada em 1987, nela funcionou uma movimentada biblioteca pública.

Aquela simpática casa em estilo de chalé era uma referência definitiva para mamãe. No fim da vida, ela costumava dizer que queria mesmo era voltar pra lá. Imagino que teria ficado feliz ao saber que a mobília original da sala de jantar e do quarto de vovó Neném, que estavam no seu apartamento em Vitória, voltarão ao seu lugar de origem, junto com objetos, pinturas, cartas e fotos de época, que guardou cuidadosamente.

A casa está inteiramente restaurada e adaptada para se transformar em um centro de informações sobre Cachoeiro na primeira metade do Século XX, quando a cidade fervilhava e ficou famosa. A família do meu avô Chico Braga era uma das que movimentavam a vida da cidade. Ele foi primeiro prefeito, tabelião e um dos fundadores do Centro Operário e de Proteção Mútua. Tio Armando tinha um banco, tio Jerônymo um jornal, tio Newton, poeta de primeira, tinha agência de propaganda e programa de rádio, tia Carmosina foi a primeira mulher motorista da cidade e tio Rubem escreveu muita coisa boa e bonita.

Muita coisa expressiva aconteceu por lá na educação, nas artes, na saúde pública, na infraestrutura urbana, na indústria e na área da política. Vale lembrar o que também andaram fazendo as famílias Moreira, Gonçalves, Monteiro, Gomes, Baptista, Vivacqua, Rocha, Imperial, Freitas, Coelho, Lima, Casotti, Penedo, Marcondes, Machado, Secchin, Andrade, Silvan, Medeiros, Borelli, Mesquita, Silva, Mendes, Baião, Bermudes, Vianna, Mello, Valadão, Madureira, Vieira, Resende, Garambone, Athayde, Sampaio, Amorim, Franklin, Abreu, Moisés, Leão e Herkenhoff, só pra instigar a memória. A ideia é que a Casa dos Braga passe a expor fatos e personagens que contribuíram para consolidar a fama de Cachoeiro como Capital Secreta.

Vitória, 03 de maio de 2017

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA

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