A hora é essa

A hora é essa

É bom que se saiba que Vitória está vivendo momentos decisivos para seu futuro. É que após quase dois anos de debates e trabalho para atualizar o Plano de Desenvolvimento Urbano, esforço capitaneado pela Prefeitura, é chegada a hora da Câmara Municipal apreciar o que foi produzido e bater o martelo. Não será tarefa fácil, sobretudo pela necessidade de acomodar interesses legítimos porém conflitantes. Vai demandar que cada vereador vote ciente dos impactos de suas decisões sobre a cidade como um todo. Pelo que sei, a definição das condições de uso da área do Parque Tecnológico, fixadas no PDU, será um dos pontos críticos.

O município de Vitória tem características muito particulares: seu território bem pequeno e sua geografia acidentada inviabilizam atividades produtivas tradicionais como plantar café, criar boi, extrair granito, operar fábricas de maior porte. Tais restrições são definitivas e impõem que os terrenos ainda não ocupados sejam utilizados de forma estratégica. Em 1992 estive na Câmara, junto com secretários municipais, para pleitear que uma grande área em Goiabeiras fosse reservada para sediar, no futuro, um pólo de empreendimentos de base tecnológica, incluindo empresas inovadoras, núcleos de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios e centros de serviços tecnológicos. Uma providência indispensável para apoiar empreendedores locais e atrair investidores de peso.

Vitória e Florianópolis foram das primeiras cidades brasileiras a criar mecanismos e condições para dinamizar e fortalecer suas economias com base na produção diversificada de bens e serviços de alto valor agregado, em escala expressiva e em espaços reduzidos. Florianópolis não perdeu tempo, fez acontecer e já criou fama.

Aqui, vive-se o que talvez seja a última oportunidade que Vitória tem para viabilizar a implantação, em seu território, de uma base produtiva moderna, inteligente e inovadora, capaz de gerar emprego, renda, impostos e divisas em volumes significativos, para fazer dela um lugar ainda melhor para se ganhar dinheiro e viver feliz.

Vitória, 29 de novembro de 2017

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA

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